Setor do Biodiesel

A produção de Biodiesel em 2010

Como funciona um motor a diesel

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Brasil

Capacidade de Produção e Disponibilidade de Biodiesel no Brasil

Participação da soja no Biodiesel

A principal fonte do combustível teve maior participação na produção em fevereiro

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sábado, 27 de abril de 2013

Capacidade de Produção e Disponibilidade de Biodiesel no Brasil

O Brasil, segundo produtor e exportador mundial de óleo de soja, poderá tornar-se gradualmente um importante produtor e consumidor de Biodiesel, acrescida da oportunidade de utilizar outros óleos vegetais típicos das diferentes regiões do país. Também reduziría a dependência atual de importação de óleo diesel, da ordem de 6 milhões de metros cúbicos por ano, desonerando o balanço de pagamentos e criando riqueza no interior.
A disponibilidade de produção de Biodiesel no Brasil poderá expandir significativamente sua produção de soja e óleo, considerando uma fronteira agrícola de 80 milhões de hectares, para 240 milhões de toneladas ano. A capacidade instalada de esmagamento de soja é de 32,4 milhões de toneladas ano. Em 2001 foram esmagadas cerca de 22,8 milhões de toneladas (ociosidade de 30%)
Conforme a tabela 1 nota-se que de 2002 a 2004, a produção aumentou devido, as políticas de incentivo ao Biodiesel, aos investimentos, e principalmente na necessidade de obtenção de uma energia que seja limpa e renovável, na matriz energética brasileira.
Tabela 1 - Produção Nacional de Biodiesel.
Regiões / Períodos
2000/01
2001/02
2002/03
2003/04
2004/05
Norte
-
-
-
-
-
Nordeste
73,2
68,1
83,8
103,3
143,3
Bahia
71,4
66
81,9
89
129
Centro – Oeste
-
-
-
-
-
Sudeste
6,7
4,3
2,5
2,8
4,6
Sul
-
-
-
-
-
Brasil
79,9
72,4
86,3
106,1
147,9
Fonte: Conab (2006) – Dados representado em 1000 toneladas.
O cenário atual se mostra também bastante oportuno, tendo em vista a prática do livre mercado para combustíveis, a redução das barreiras, a política energética praticada, o perfil de produção e consumo de diesel, a necessidade de se reduzir a poluição atmosférica, em particular nos grandes centros urbanos, e o grande interesse e competitividade da indústria local.
Além destes aspectos trata de uma excelente oportunidade para que o Brasil venha a ingressar no bloco de países detentores da tecnologia de biocombustíveis, tornando-se efetivamente exportador de tecnologia e de produtos com maior valor agregado.
A principal estratégia é a de desenvolver o biocombustível a partir da produção de oleaginosas e etanol nacional, gerando emprego e renda nas diferentes regiões do país. Assegurar maior autonomia no suprimento de combustíveis líquidos; contribuir para melhorar a inserção internacional do Brasil nas questões ambientais globais, estabelecer vanguarda no desenvolvimento de mercados novos para produtos potenciais subaproveitados (agricultura), criar mercados alternativos de expressão para commodities brasileiras (petróleo/gás, complexo soja, setor sucroalcooleiro), com excesso de ofertas no mercado externo, desenvolver tecnologias nacionais para produção de combustíveis.
Segundo Parente (2003), no Brasil, desde a década de 1920, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) já estudava e testava combustíveis alternativos e renováveis, como por exemplo o álcool da cana-de-açúcar. E na década de 1970, por intermédio também do INT, passou a desenvolver projetos de óleos vegetais como combustíveis, destacando-se entre eles o DENDIESEL.
Em 1983, o Governo brasileiro motivado pela elevação desproporcional dos preços de petróleo determinou a implementação do projeto (Projeto OVEG) no qual foi testada a utilização de Biodiesel e misturas combustíveis em veículos que rodaram mais de um milhão de quilômetros. Esta iniciativa coordenada pela Secretaria de Tecnologia Industrial, contou com a participação da indústria automobilística, fabricantes de autopeças, produtores de lubrificantes e combustíveis, indústria de óleos vegetais e institutos de pesquisa.
Foi constatada a viabilidade técnica da utilização do combustível, aproveitando a logística de distribuição existente. Entretanto, naquele momento, os custos do Biodiesel eram muito mais elevados do que o Diesel, desta forma não foi implementado a produção do Biodiesel em escala comercial. Desde 2000, foi instalada em Ilhéus, no campus da Universidade Estadual de Santa Cruz, uma planta piloto de produção de Biodiesel de éster metílico, com capacidade diária de produção de 1400 litros, podendo ser adaptada para produção de éster etílico (torre destilação e/ou centrífuga para separação do éster da glicerina).
No período de janeiro a março de 1998, sob a coordenação da TECPAR, realizou-se em Curitiba-PR, uma experiência de campo do uso monitorado de Biodiesel B20, mistura de 20% de éster de soja ao diesel metropolitano do Paraná, para uma frota de vinte ônibus urbanos que operaram normalmente com o novo combustível
A década de 1990 se caracterizou pela produção comercial e instalação de plantas em escala industrial, visando atender a preocupação ambiental e estimulada pela competitividade relativa de preços do petróleo e óleos vegetais. Em 2000, foi instalada a fábrica de biocombustíveis da ECOMAT no Estado do Mato Grosso, que produz atualmente o AEP 102, que é um éster de soja aditivo especial da mistura álcool e diesel, além de biodiesel de éster metílico e etílico. Atualmente no Brasil, o PROBIOAMAZON, é o maior programa de óleos vegetais em implantação com perspectiva de produção de cerca de 500 mil toneladas ano de dendê, na Região Norte, a partir da produção em assentamentos do INCRA.
O Biodiesel surge como uma alternativa de diminuição da dependência dos derivados de petróleo e um novo mercado para as oleaginosas. O Biodiesel deve atender às especificações técnicas como sendo um produto único, sem necessidade da definição da origem do óleo vegetal ou qual o tipo de álcool a ser usado na produção, mas sim um conjunto de propriedades físico-químicas para o produto final que garanta a sua adequação ao uso em motores do ciclo diesel.
A mistura do éster vegetal ao óleo diesel em diferentes proporções (ou a utilização pura do éster) permitirá uma redução do consumo do derivado de petróleo com perspectivas de redução da emissão de poluentes. A introdução do Biodiesel no mercado representará uma nova dinâmica para a agroindústria e conseqüente efeito multiplicador nos demais segmentos da economia: transporte, distribuição entre outros, envolvendo óleos vegetais, álcool, óleo diesel e mais os insumos e subprodutos da produção do éster vegetal.
A viabilização do Biodiesel, porém, requer a implementação de estrutura organizada para produção e distribuição, de forma atingir com competitividade os mercados potenciais. A introdução do Biodiesel, portanto, vai requerer investimentos ao longo desta cadeia para assegurar a oferta do produto e a perspectiva de retorno de capital empregado no desenvolvimento e para a sustentabilidade no longo prazo.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Consumo de etanol e biodiesel deve triplicar

O consumo mundial de etanol e biodiesel vai mais que triplicar nas próximas três décadas. Projeção apresentada ontem pela Agência Internacional de Energia (AIE) mostra que a demanda diária saltará para o equivalente a 4,5 milhões de barris por dia em 2035. Entre as razões está o consumo nos Estados Unidos, que vai mais que dobrar, e também o surgimento de novos clientes. Até lá, China e Índia devem, juntos, consumir o equivalente a 700 mil barris de etanol por dia.
O World Energy Outlook 2012 apresentado ontem em Londres traz uma boa notícia para os produtores de combustíveis renováveis, como o Brasil. Segundo a entidade, o consumo de etanol e biodiesel crescerá com mais velocidade nas próximas décadas.
Em 2010, a demanda mundial por etanol, por exemplo, equivalia a cerca de 1 milhão de barris por dia. Em 2035, será de 3,4 milhões de barris. O aumento virá de vários países. Nos EUA, o volume aumentará de 600 mil barris para 1,4 milhão por dia. A Europa, que praticamente não consumia etanol em 2010, vai precisar de cerca de 200 mil barris por dia em três décadas.
Entre os emergentes, o consumo brasileiro deve saltar de 300 mil barris por dia para 800 mil em 2035. Até a Ásia, cujo consumo atual nem sequer aparece nos dados da AIE, deve passar a ser um cliente importante, com demanda de 700 mil barris em 2035, sendo 500 mil da China e 200 mil da Índia.
Para o biodiesel, a tendência é a mesma e a demanda deve passar de 300 mil barris para 1,1 milhão de barris equivalentes em 2035. Nesse caso, o destaque é a Europa, cuja demanda diária deve passar de 200 mil barris para 500 mil barris. No Brasil, o consumo deve chegar a 100 mil barris/dia no mesmo período.
Com o aumento da importância do etanol e biodiesel na matriz energética, o Brasil deve chegar em 2035 com 35% da frota rodoviária usando combustíveis renováveis. Atualmente, 22% usam etanol ou biodiesel. O desempenho do setor no País é bem superior ao das outras regiões do mundo: em três décadas, a fatia dos renováveis deve chegar a 19% nos EUA, 13% na Europa e 4% na Ásia. / F.N.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,consumo-de--etanol-e-biodiesel-deve-triplicar-,959635,0.htm